Redes Social



twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemailhttps://www.instagram.com/andrecafee/http://www.telegram.org/@andrecafe/

domingo, 1 de abril de 2018

Jesus Cristo Ressuscitou, Aleluia!



O grande mistério que em todo o tempo pascal, e especialmente no dia de hoje, deve ocupar as almas amantes de Deus, e enchê-las de dulcíssima esperança, é a felicidade de Jesus ressuscitado.
Já meditamos que Jesus, no tempo de sua Paixão, perdeu inteiramente as quatro espécies de bens que o homem pode possuir na terra.
.
Perdeu os vestidos até à extrema nudez perdeu a reputação pelos desprezos mais abomináveis,
.
Perdeu a florescente saúde pelos maus tratos, perdeu finalmente a vida preciosíssima pela morte mais atroz que se pode imaginar.
Agora, porém, saindo vivo do fundo do sepulcro, recebe com lucro abundantíssimo tudo quanto perdeu.
O que era pobre, ei-lo feito riquíssimo e senhor de toda a terra. O que a si próprio se chamava verme e opróbrio dos homens, ei-lo coroado de glória, assentado à direita do Pai.
.
O que pouco antes era o Homem das dores e provado nos sofrimentos, ei-lo dotado de nova força e de uma vida imortal e impassível.
.
Finalmente o que tinha sido morto do modo mais horrível, ei-lo ressuscitado pela sua própria virtude, dotado de sutileza, de agilidade, de clareza,
Feito as primícias de todos os que dormem com a esperança de ressuscitarem também um dia à imitação de Cristo.
Detenhamo-nos aqui para tributar a nosso Chefe divino as devidas homenagens.
.
Façamos um ato de fé viva na sua ressurreição, e cheguemo-nos a Ele para beijarmos em espírito os sinais das cinco chagas glorificadas.
.
Alegremo-nos com Ele, por ter saído do sepulcro, vencedor da morte e do inferno, e digamos com todos os santos:
“O Cordeiro que foi imolado por nós, é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a fortaleza, a honra, a glória e a bênção”.
.
“Sempre unido convosco, e louvar-Vos e amar-Vos eternamente”
.
Regozijemo-nos com Jesus Cristo, mas regozijemo-nos também por nós mesmos, porquanto a sua ressurreição é o penhor e a norma da nossa, se ao menos, como diz São Paulo;
Morrermos primeiro interiormente ao afeto das coisas terrestres: “Se com Ele também morrermos, com Ele também viveremos”.
Ó doce esperança! “Virá a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus”,e então pelo poder divino retomaremos o mesmo corpo que agora temos, mas formoso e resplandecente como o sol. Nós também ressuscitaremos!
.
A esperança da futura ressurreição é o que consolava o santo Jó no tempo de sua provação.
Eu sei”, disse ele, e nós, digamos o mesmo no meio das cruzes e tribulações da vida presente: “eu sei que meu Redentor vive, e que no derradeiro dia ressurgirei da terra,e serei novamente revestido da minha pele, e na minha própria carne verei a meu Deus… esta minha esperança está depositada no meu peito”.
.
Meu amabilíssimo Jesus, graças Vos dou que pela vossa morte adquiristes para mim o direito a posse de tão grande bem, e hoje pela ressurreição avivais a minha esperança.
Sim, espero ressurgir no último dia, glorioso como Vós, não tanto por meu próprio interesse, como para estar para sempre unido convosco, e louvar-Vos e amar-Vos eternamente.
É verdade que pelo passado Vos ofendi com os meus pecados, mas agora arrependo-me de todo o coração e pela Vossa ressurreição peço-Vos que me livreis do perigo de recair na vossa desgraça:
.
Pela vossa santa ressurreição, livrai-me, Senhor”.
.
“E Vós, Eterno Pai, que no dia presente nos abristes a entrada da eternidade bem aventurada, pelo triunfo que o vosso Unigênito alcançou sobre a morte:
Aumentai com o vosso auxílio os desejos que a vossa inspiração nos instila”. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e de Maria Santíssima.


sexta-feira, 30 de março de 2018

Foi pela vontade do CRIADOR que os judeus rejeitaram Jesus Cristo!


Exatamente por esse motivo, Cristo é o Mediador de uma Nova Aliança para que todos aqueles que são chamados recebam a Promessa da herança eterna, visto que Ele morreu como resgate por todas as transgressões cometidas durante o período em que vigorava a primeira aliança.
 Hebreus 9: 15.
 No caso de um testamento, é imperioso que se comprove a morte daquele que o determinou.
 Porquanto, um testamento só tem validade legal após a confirmação da morte do testador, considerando que não poderá entrar em pleno vigor enquanto estiver vivo quem o fez.
 Por essa razão, nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue, tendo em vista que, depois de proclamar todos os mandamentos da Lei a todo o povo, Moisés levou sangue de novilhos e de bodes, e também água, lã vermelha e ramos de hissopo, e aspergiu sobre o livro e toda a população, declarando:
 “Este é o sangue da aliança, a qual Deus ordenou para obedecerdes”.
E procedeu da mesma maneira, aspergindo com o sangue o próprio tabernáculo e todos os utensílios usados nas cerimônias sagradas.
 De fato, conforme a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não pode haver absolvição!
(Hb 9.15-22)
Se não houvesse essa rejeição, o "Cordeiro" não seria oferecido em sacrifício.
Por isso, O CRIADOR cegou os judeus para não verem o Messias, o sacrifício fosse oferecido e o plano de salvação, cumprido.
E por esse sacrifício de Cristo, nem judeus e nem romanos podem ser responsabilizados, pois não existem culpados.
Tudo se cumpriu conforme o plano de salvação estabelecido pelo ETERNO, bendito seja Ele!
Que todos tenham uma sexta-feira Santa pura, voltada para o arrependimento e a conversão, a exemplo do Yom Kipur, o dia do perdão. Centrada no sacrifício de Jesus Cristo, nas Escrituras e na Lei Sagrada.
Que O ETERNO, bendito seja Ele, nos dê forças para cumprirmos sempre a Sua vontade e não a nossa, dobrando a carne a vontade do espírito.
Cumprindo os mandamentos da Lei e seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, o filho de Deus!
Enquanto em Israel, o país para,
...no dia do Yom Kipur, o Brasil faz comércio no dia mais sagrado para todos os cristãos, a sexta-feira Santa, o dia em que o "Cordeiro de Deus" foi sacrificado!
Foi o que o povo fez no Templo de Deus, e Jesus, tomado pelo zelo da casa de Deus e das coisas sagradas, enfurecido, expulsou todos os comerciantes do Templo!
No Brasil, não é diferente. Estamos todos (20% de cristãos), vivendo a mesma época do exílio da Babilônia!
Foi por esse motivo que O CRIADOR expulsou aquela geração má daquela terra durante 19 séculos, e entregou a outros governantes. Pois, não estavam amando e temendo O ETERNO sobre todas as coisas, e a Lei Sagrada não estava sendo respeitada. Só se preocupavam com seus interesses pessoais. O Brasil está seguindo o mesmo caminho!
Por- Adelmo Lacerda

O papel fundamental do sofrimento na nossa vida


domingo, 25 de março de 2018

Domingo de Ramos!





A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém
.
A
 Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como:
“Aquele que vem em nome do Senhor”
Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas;
.
Mas esse mesmo povo tinha se enganado no tipo de Messias que Cristo era.
.
Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então;
.
O Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena.
.
Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo.
O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.
Esses ramos significam a vitória:
.
“Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”
.
Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada.
Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo;
.
A luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.
.
O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus.
Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente.
E nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.
.
A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas;
.
A prisão, os maus-tratos causados pelas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”.
As bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.
As Mesmas pessoas que louvam Cristo, pedem sua morte!
.
A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações.
.
Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte.
Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas!
.
Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo.
.
Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o
 pecado.
.
E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.
.
A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.
O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor.
Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para nos salvar.


SIGNIFICADO DE CADA DIA DA SEMANA SANTA




DOMINGO DE RAMOS 

Começa a Semana Santa, dia em que se comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé.

SEGUNDA-FEIRA SANTA

Neste dia, se reflete o momento de descanso de Jesus, na casa de uma família que Lhe era muito estimada, a casa de Seu amigo Lázaro (a quem Ele havia ressuscitado), e de Marta e Maria Madalena. (Jo 12, 1-11).

TERÇA-FEIRA SANTA

É o dia, em que com grande tristeza, Jesus anuncia a Sua morte, causando grande sofrimento aos Seus discípulos. Anuncia também a traição e indica o traidor. Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu mestre.

QUARTA-FEIRA SANTA

É o 4º dia da Semana Santa, no Evangelho deste dia, é-nos apresentada a traição de Judas, descrevendo-nos como este foi ter com os chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para trair Jesus. Aceita assim, trinta moedas de prata como recompensa da sua traição.  (MT 26,14-25).

QUINTA-FEIRA SANTA

É o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com Seus Apóstolos, onde Jesus humildemente lavou os pés dos Seus 12 discípulos. É no momento do lava-pés que Judas Iscariotes sai, para entregar Jesus em troca das 30 moedas de prata (Jo 13,1-15). Foi aqui que Jesus Cristo instituiu a Nova e Eterna Aliança no pão e no vinho (no corpo e no sangue) em sua memória. E em Seu último discurso, encorajou os discípulos a amarem-se uns aos outros. Depois Jesus dirigiu-se ao monte de Getsêmani, tomou Consigo três discípulos, e começou a sua agonia nos jardins das oliveiras.
É nesta noite que Jesus é preso, interrogado e ao amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A Igreja inicia a vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nessa noite.


SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Relembra o dia em que Jesus Cristo é crucificado (após sua prisão, Jesus é julgado e açoitado; recebe a coroa de espinhos, é levado à presença de Pilatos e depois de condenado, carrega a sua própria cruz até o monte Calvário. Ao meio-dia é crucificado entre dois ladrões e por volta das três da tarde, Jesus morreu. Seu corpo foi retirado da cruz e colocado num sepulcro cavado na rocha.
Nesse dia é praticado o jejum total ou parcial, e a abstinência de carne, em sinal de penitência e respeito pela morte de Jesus Cristo, o Messias.

SÁBADO DE ALELUIA
Jesus permanece no sepulcro. Na Vigília Pascal, os fiéis ainda estão à espera, na esperança da ressurreição. Nesse dia, inicia-se a Vigília Pascal, ao final do dia, e termina com o amanhecer da Páscoa.

DOMINGO DE PÁSCOA
Dia da ressurreição, onde Jesus Cristo se levanta de sua sepultura e vence a morte. É o dia do grande milagre! O dia em que Cristo volta à vida através da sua Ressurreição de entre os mortos. É o dia em que se celebra a Vida, o Amor e a Misericórdia de Deus.

sábado, 24 de março de 2018

PECADOS: Quais suas raízes, como somos tentados e como evitá-los



O livro do Gênesis diz que “Deus criou o ser humano à sua imagem”.
.
Antes disso, o pecado já existia, não por natureza, mas pela má vontade dos anjos decaídos, os demônios.

Foram eles quem, por inveja, se aproximaram do primeiro homem para tentá-lo.
Até então, Deus o havia colocado em um jardim de benesses , com múltiplas possibilidades de árvores e animais para comer e inúmeras coisas para fazer, tendo proibido apenas uma coisa:
“Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não deves comer, porque, no dia em que dele comeres, com certeza morrerás”.
Por medo da morte e pelo aviso divino, Adão e Eva não tinham comido da árvore, até que o demônio lhes tentou, invertendo o apelo de Deus e transformando em atrativo aquilo que era proibido:
“De modo algum morrereis. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia em que comerdes da árvore, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
.
Seduzidos pelo maligno, os primeiros pais pecaram e a desordem entrou na humanidade.

.
Para este curso de Terapia das Doenças Espirituais, o relato do livro do Gênesis sublinha um fato de notável importância:

Quando a serpente apresentou o fruto da árvore à mulher;
Ela “viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para obter conhecimento”.
Estas três realidades – “comer”, “atraente para os olhos” e “desejável para obter conhecimento” – perpassam toda a história da humanidade:
.
Representam a tendência do homem para o prazer, para possuir as coisas e para o poder, essa última entendida como uma espécie de astúcia operativa.

.
São João entendeu bem isso, quando escreveu que “tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza [a soberba da vida] – não vem do Pai, mas do mundo”.
.

E o próprio Senhor, no deserto, foi tentado pelo demônio com essas três matérias.
Primeiro, Satanás propôs a Ele que transformasse pedras em pão, a fim de comer.
Depois, “mostrou-lhe, num relance, todos os reinos da terra” e prometeu dar-Lhe tudo aquilo, se Se prostrasse diante dele.
Por fim, tentou Jesus a fazer uma demonstração de poder: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo”.
Nosso Senhor venceu as três tentações, mostrando ao homem que é possível, com a Sua graça, vencer a carne, decaída pelo pecado original.

.
Mas, que são essas três coisas que com razão se podem chamar de “raízes” do pecado? Tratam-se de três libidos (libidines, em latim).

.
O que Eva perdeu por orgulho, Maria Santíssima ganhou por humildade;
.
A primeira, libido amandi, é o apetite desordenado que “tem por objeto tudo o que pode fisicamente sustentar o corpo seja para a conservação do indivíduo, alimento, bebida etc., seja para a conservação da espécie, as coisas venéreas”.
.

O objeto dessa concupiscência é tanto a gula quanto o sexo desordenado, que é o vício da luxúria.
É curioso que, na mesma época em que se vê o fenômeno da anorexia, de meninas que morrem de fome porque não querem comer;
.
.
.
.
Percebe-se uma humanidade que busca o prazer venéreo, mas não quer assumir a responsabilidade dos filhos.
As pessoas querem comer, mas não querem engordar; querem fazer sexo, mas não querem estar abertas à vida.
A segunda, libido possidendi, “é concupiscência animal, e tem por objeto as coisas que não se apresentam para a sustentação e o prazer da carne;
Mas que agradam à imaginação ou a uma percepção semelhante, por exemplo, o dinheiro, o ornato das vestes, e outras coisas deste gênero”.
É esta espécie de concupiscência que se chama de concupiscência dos olhos.
.
A terceira é a libido dominandi. É a soberba fundamental de querer ser igual a Deus, como fez Satanás.
.
Enraizada no irascível, essa libido deseja o bem enquanto algo árduo:
“Quanto ao apetite desordenado do bem difícil, pertence à soberba da vida, sendo que a soberba é o apetite desordenado da excelência.”
É para combater essas três causas do pecado que se praticam as três obras quaresmais:
O jejum, a esmola e a oração;
E também os três votos evangélicos:
A castidade, a pobreza e a obediência.
.
Também aqui se identificam os nossos relacionamentos com o outro, com as coisas e conosco mesmos.
.
Se abusamos de outra pessoa, usando-a como objeto para obter prazer, estamos cedendo à concupiscência da carne;
.
Se idolatramos as coisas, pensando estar nelas a nossa felicidade, cedemos à concupiscência dos olhos; e se fazemos de nós mesmos deus, estamos na soberba da vida.
.
Deus criou o homem para que ele participasse de Sua divindade, mas ele deveria sê-lo pela graça, não por suas próprias forças.
Quando Eva “se apega ciosamente ao ser igual a Deus”, ela rouba, com “ρπαγμς” (lê-se: harpagmós): as suas mãos se fecham para pegar para si.
.
As mãos de Cristo são o contrário das mãos de Eva: elas se abrem para dar. Enquanto Eva quis, Cristo tudo entregou.
.
Enquanto as mãos de Eva se voltam ao lenho para pegar, as de Cristo se deixam pregar ao lenho da Cruz para dar.
Da primeira árvore nos vêm a desgraça e a morte; da segunda, a graça e a vida, a nossa salvação.


 
BLOG DO ANDRÉ CAFÉ
SÓ JESUS SALVA
//