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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O que é neuralgia do trigêmeo?

A neuralgia do trigêmeo é uma patologia do nervo trigêmeo que provoca crises de dor aguda e intensa, semelhante a um choque elétrico, em qualquer parte do território orgânico que recebe ramos desse nervo: olhos, lábios, nariz, couro cabeludo, testa ou mandíbula. Ela recebe também várias outras denominações, como nevralgia do nervo trigêmeo, síndrome da dor facial paroxística, doença de Fothergill, prosopalgia dolorosa ou tique doloroso.
Quais são as causas da neuralgia do trigêmeo?
Nem sempre as causas da neuralgia do trigêmeo são identificáveis. Ela pode estar associada a outras doenças locais ou sistêmicas como compressão intracraniana por vasos sanguíneos periféricos (causa mais frequente), comprometimento alveolar por extração dentária, esclerose múltipla, infecção viral, aneurismas, traumatismos, intoxicações, etc. Do ponto de vista da estrutura nervosa, crê-se que o nervo perca a bainha de mielina e, como um fio desencapado, passe a dar “choques”, como costumam referir os pacientes.
Quais são os principais sinais e sintomas da neuralgia do trigêmeo?
A neuralgia do trigêmeo é mais incidente em mulheres que em homens (3:2) e ocorre principalmente após os 40 anos de idade, sendo que sua frequência cresce entre os 60 e 70 anos, mas pode afetar pessoas de todas as idades. A área mais atingida é a mandibular. A neuralgia do trigêmeo é uma afecção pouco comum que ocorre sob a forma de ataques repentinos e recorrentes de dor, que pode se tornar contínua, descrita como um espasmo (“choque”) doloroso. Trata-se de uma das dores mais intensas existentes, lancinante e incapacitante, desencadeada por “gatilhos” como falar, beber, escovar os dentes, barbear-se, mastigar, um leve toque no rosto, etc. e pode ocorrer várias vezes ao longo do dia ou desaparecer por meses. Em geral, ela atinge apenas um lado da face e raramente é bilateral. Os ramos maxilar e mandibular são, de longe, os mais afetados, seguindo todos os outros ramos do nervo trigêmeo. Não há outros sinais além da dor ou somente uma ligeira hiperemia (vermelhidão) local e não há também alterações da sensibilidade ou da motricidade.
Como o médico diagnostica a neuralgia do trigêmeo?
O diagnóstico da neuralgia do trigêmeo é essencialmente clínico, segundo os sinais e sintomas da afecção. Várias outras patologias dos nervos podem confundir-se com a neuralgia do trigêmeo, especialmente dores dentárias, neuralgia do nervo glossofaríngeo, tumores, enxaquecas, etc., pelo que se impõe um correto diagnóstico diferencial. Geralmente, o exame neurológico é normal, mas alguns exames podem detectar as condições associadas: exames de sangue, ressonância magnética, teste de reflexo do trigêmeo.
Como o médico trata a neuralgia do trigêmeo?
O primeiro tratamento da neuralgia do trigêmeo é medicamentoso. Os medicamentos mais utilizados são anticonvulsivantes, relaxantes musculares e antidepressivos. Outros medicamentos com efeitos analgésicos podem ser usados simultaneamente, com o objetivo de seccionar parte das raízes sensitivas afetadas (alcoolização, microdescompressão vascular, termocoagulação). Também podem ser usados procedimentos menos invasivos como a eletromioestimulação. O sucesso de cada tratamento vai depender da causa da lesão do nervo e de como o organismo do paciente reage à intervenção que tenha sido praticada. Alguns pacientes podem necessitar cirurgias para seccionar ou destruir partes do nervo trigêmeo ou remover um vaso sanguíneo ou tumor que esteja pressionando o nervo.
Como evolui a neuralgia do trigêmeo?
Os episódios iniciais costumam repetir-se numa grande frequência, embora extremamente variável, mas pode acontecer que desapareça por meses e depois voltem com mais intensidade e frequência.
Embora a dor da neuralgia do trigêmeo dure apenas alguns segundos, os períodos de remissão tendem a ser cada vez mais curtos à medida que a doença evolui.
Fonte-abcmed

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